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domingo, 28 de agosto de 2016

O choro do casal de idosos canadense obrigado a viver separado após 62 anos

Wolfram e Anita Gottschalk com a neta, Ashley Kaila Baryik, que publicou a foto no Facebook
© Fornecido por BBC Wolfram e Anita Gottschalk com a neta, Ashley Kaila Baryik, que publicou a foto no Facebook

"É a foto mais triste que já tirei na minha vida."
Assim Ashley Baryk descreve a foto que tirou de seus avós para relatar ao mundo o drama do casal de idosos. A imagem, postada no Facebook, imediatamente foi compartilhada milhares de vezes e foi notícia em todo o mundo.
Na foto, um homem de cadeira de rodas e uma mulher com um andador ortopédico estão sentados de frente para o outro e secam suas lágrimas com lenços de pano.
Wolfram Gottshalk, de 83 anos, e sua esposa Anita, de 81, são casados há mais de seis décadas. Apesar disso, foram obrigados a viver separados pelo que a família considera uma ineficiência no sistema de saúde público canadense.
Anita está em uma residência para idosos na ciudad de Surrey, na província de Columbia Britânica, no oeste do Canadá.
Seu marido, que foi diagnosticado recentemente com linfoma - câncer no sistema linfático - está em outra residência enquanto aguarda na lista de espera o traslado para junto da mulher com quem viveu mais de seis décadas.
Baryik, de 29 anos, compartilhou a imagem dos avós - Omi e Opi, como os chama - para chamar atenção sobre o que a família qualificou de "atrasos e demoras no sistema de saúde pública" do país.

"Choram sempre que se veem"

Ashley conta que seus avós foram separados pela primeira vez em janeiro, quando Wolfram Gottschalk foi hospitalizado devido a um problema cardíaco. Após o incidente, foi recomendado que ele fosse levado a uma casa de repouso.
Wolfram e Anita Gottschalk com a neta, Ashley Kaila Baryik, que publicou a foto no Facebook
Enquanto Wolfram aguardava um lugar em um centro para idosos, sua esposa Anita pediu entrada no esquema de vida assistida do sistema público para poder se juntar ao marido.
As autoridades encontraram rapidamente um lugar para Anita, mas o marido continua, após oito meses, vivendo em um centro de transição e na lista de espera por um lugar na residência da esposa.
A neta disse que decidiu pedir ajuda através das redes sociais porque o diagnóstico do avô "deu um novo sentido de urgência à necessidade de reunificar o casal".
"É desolador para minha avó, ela que quer estar ao lado do marido todos os dias", disse Ashley.
"Eles choram sempre que se veem, e o processo tem sido emocionalmente esgotante para eles."

Problema maior

A autoridade de saúde de Fraser, jurisdição onde vivem os Gottschalk, disse à agência AP que tenta manter famílias unidas, mas alega que as necessidades médicas de Wolfram são maiores que as de Anita.
Um representante da entidade contatou o casal na quinta-feira, afirmando que conseguir um leito para Wolfram é agora sua "prioridade número um".
"É muito triste para a família e para nós também", disse a porta-voz de Fraser, Tasleem Juma.
Diagnóstico de linfoma em Wolfram eleva urgência de que o casal passe a viver junto, disse neta
Wolfram e Anita Gottschalk: Diagnóstico de linfoma em Wolfram eleva urgência de que o casal passe a viver junto, disse neta
© Fornecido por BBC Diagnóstico de linfoma em Wolfram eleva urgência de que o casal passe a viver junto, disse neta



Após a publicação da imagem no Facebook, doações foram oferecidas para
levar o casal para uma residência privada. Mas as ofertas foram recusadas, 
pois o casal acredita no princípio de que seu exemplo sirva para pressionar 
por mudanças no sistema de saúde.
"Aceitar dinheiro no nosso caso não resolveria o problema de todas as outras
famílias que não podem pagar uma residência privada", disse Ashley.
"Queremos uma saída para melhorar o sistema, não arrecadar dinheiro para
achar um final feliz para um único caso, que é sintomático de um problema 
muito maior."
msn Notícias

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Corpos de gêmeos mortos em Cosme de Farias são enterrados





Polícia investiga se crimes têm relação com dívida e vingança de ciganos
Os corpos dos gêmeos Silvio Cezar Carvalho Santos e Cezar Silvio Carvalho Santos, de 45 anos, foram sepultados nesta quinta-feira (18) à tarde no Cemitério Municipal de Itapuã. Os dois foram assassinados na tarde de ontem, em Cosme de Farias.  Cerca de cem pessoas compareceram ao enterro, entre amigos e familiares, para se despedir dos irmãos.
Enterro aconteceu nesta quinta-feira (18)
 (Foto: Almiro Lopes/CORREIO)
No sepultamento, Cézar foi lembrado com muito carinho pelos amigos, colegas de trabalho e familiares. “Era um pai muito bom, criou os filhos todos com muito amor”, disse a esposa. Um parente disse que Sílvio era o representante da família. “Ele resolvia tudo para todo mundo, era uma pessoa de caráter”, falou.
Ao CORREIO, um familiar contou que a história de vida dos irmãos foi de superação. Ambos começaram a trabalhar desde vendendo fichas telefônicas e mingau no Comércio. “Eles cresceram na vida, chegaram onde chegaram, um se formou jornalista, o outro advogado, e morreram assim, como se fossem marginais”, desabafou. Segundo ele, Silvio conseguiu passar na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) antes mesmo de terminar a faculdade. Cezinha, que havia retornado de Brasília em fevereiro, estava se preparando para voltar à cidade no dia 24 desse mês para trabalhar na filial da Rede Globo.
Os irmãos foram mortos na região da Baixa do Tubo. Silvio, que era advogado, estava em seu escritório quando foi morto por um homem que o chamou, se passando por cliente. Ao ouvir tiros, Cezar, que era cinegrafista e estava próximo, correu até o local e acabou sendo baleado também. Socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), ele não resistiu e já chegou sem vida.
Segundo testemunhas, dois homens chegaram ao local de moto. Um deles desceu, tirou o capacete e foi até a casa onde ficava o escritório de Silvio para cometer o crime. Testemunhas também disseram à polícia que um carro azul que estava na rua aparentava dar cobertura aos bandidos. 
Familiares acreditam que o crime foi cometido por ciganos, por vingança. Um irmão dos gêmeos, Jailton, está preso desde 2014 acusado de matar um cigano na BR-324. A família diz que os crimes de hoje têm relação com o caso - a polícia não confirma e diz que ainda está investigando.
Comerciante, Jailton assassinou o cigano Jair Ferraz de Almeida, 42, para tentar se livrar de uma dívida. Depois, três familiares dele - ex-mulher, sobrinho e filho, foram mortos. Silvinho era, inclusive, o advogado que representava o irmão diante da Justiça.
Silvinho deixa seis filhos. Cezinha tinha 6 filhos e 3 netos, o último nascido há apenas 10 dias. Ele passou recentemente seis meses trabalhando na Rede Globo em Brasília, mas estava desempregado no momento. Ele trabalhou por 15 anos na  TV Bahia. 
Correio 24 Horas


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Anvisa proíbe venda de lote de extrato de tomate

Lote L011810 da marca deverá ser retirada do mercado - Foto: Divulgação
Lote L011810 da marca deverá ser retirada do mercado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de um lote do extrato de tomate da marca Elefante nesta segunda-feira, 30, no Diário Oficial da União. A decisão foi tomada após um laudo detectar "matéria estranha".  
Segundo a Anvisa, a substância indica "risco à saúde humana acima do limite máximo de tolerância".
A empresa Cargill que produz o molho, terá que retirar do mercado o lote L011810, com validade até 7 de outubro de 2016.
Confira a nota da empresa:
A Cargill tomou conhecimento hoje da posição da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e tomará as providências cabíveis em relação ao lote L011810, do extrato de tomate da marca Elefante, embalagem lata de 340 gramas com validade 07/10/2016.
A presença de fragmentos microscópicos nesse tipo de alimento é inerente a matéria-prima advinda do campo, entretanto são adotados cuidados no processo de fabricação, inclusive com a pasteurização do produto, o que elimina quaisquer riscos à saúde humana.
A empresa reitera ainda o compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e padrões de higiene e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
A TARDE

Ministro da Transparência se demite após divulgação de áudio

Ex-ministro conversou com Michel Temer nesta segunda - Foto: Geraldo Magela| Câmara dos Deputados
Ex-Ministro conversou com Michel Temer nesta segunda
O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, telefonou no início da noite de hoje (30) ao presidente interino Michel Temer e pediu demissão do cargo. A informação foi confirmada há pouco pelo Palácio do Planalto.
De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, Silveira ainda não se reuniu pessoalmente com Temer. Ele ainda pode entregar uma carta de demissão ao presidente interino, mas Temer não se opôs ao pedido de Silveira. O substituto de Silveira ainda não foi divulgado.
A situação de Fabiano Silveira na pasta ficou fragilizada após virem à tona conversas gravadas em que ele aparece criticando a Operação Lava Jato e dando orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Desde o início do dia, protestos organizados pelos servidores da antiga Controladoria-Geral da União (CGU) foram feitos em Brasília, incluindo um ato em frente ao Planalto e entrega de cargos por parte dos funcionários.
Os funcionários fizeram uma lavagem das escadas em frente à entrada do ministério.
Nota
Em conversas gravadas, reveladas pelo programa Fantástico, da TV Globo, Silveira aparece criticando a Operação Lava Jato e dando orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras. Segundo a reportagem, as gravações foram feitas por pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado no fim de fevereiro, durante um encontro na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Funcionário de carreira do Senado, Silveira participou da reunião quando ainda era integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e seria indicado por Calheiros para o cargo. A conversa ocorreu antes de assumir o comando da pasta criada pelo presidente interino Michel Temer para substituir a extinta Controladoria-Geral da União (CGU), órgão que era responsável por investigar e combater a corrupção no governo.
Nos áudios, Machado, Renan, Silveira e Bruno Mendes, advogado do presidente do Senado, discutem a cobertura da mídia e estratégias de defesa envolvendo a Operação Lava Jato.
Em um dos trechos, Silveira diz que a Procuradoria-geral da República (PGR) "está perdida nessa questão", ao comentar as investigações envolvendo Sérgio Machado no âmbito da Lava Jato.
Em um momento anterior da conversa, Silveira parece orientar Renan Calheiros a não entregar à PGR uma versão de sua defesa para os fatos investigados.
"A única ressalva que eu faria é a seguinte: está entregando já a sua versão pros caras da... PGR, né.  Entendeu? Presidente, porque tem uns detalhes aqui que eles... (inaudível)  Eles não terão condição, mas quando você coloca aqui, eles vão querer rebater os detalhes que colocou. (inaudível)", diz Silveira nos áudios veiculados pela TV Globo.
Em outra passagem, Renan se demonstra preocupado com uma denúncia de que sua campanha teria recebido R$ 800 mil em propinas ligadas à Transpetro. "Cuidado, Fabiano! Esse negócio do recibo... Isso me preocupa pra c...", afirma o presidente do Senado.
A reportagem da TV Globo disse ter apurado que Silveira serviu como emissário de Calheiros no contato com pessoas ligadas a investigações da Lava Jato.
Por meio de nota enviada hoje (30) à Agência Brasil, Fabiano Silveira disse ter comparecido "de passagem" à residência do presidente do Senado, sem saber da presença de Sérgio Machado, com quem não tem nenhuma relação pessoal ou profissional. Ele negou ter feito qualquer intervenção em órgãos públicos a favor de terceiros. "Chega a ser um despropósito sugerir que o Ministério Público [...] possa sofrer interferências", diz a nota.
As conversas entre Sérgio Machado e membros da cúpula do PMDB começaram a vir à tona há uma semana, quando o jornal Folha de S. Paulo publicou trechos de áudios em poder da Procuradoria-Geral da República (PGR). O executivo teria gravado as conversas para negociar uma delação premiada, pois temia ser preso na Lava Jato.
Confira a íntegra da carta:

"Recebi do presidente Michel Temer o honroso convite para chefiar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.
Nesse período, estive imbuído dos melhores propósitos e motivado a realizar um bom trabalho à frente da pasta.
Pela minha trajetória de integridade no serviço público, não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas.
Não há em minhas palavras nenhuma oposição aos trabalhos do Ministério Público ou do Judiciário, instituições pelas quais tenho grande respeito.
Foram comentários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos. Não sabia da presença de Sérgio Machado. Não fui chamado para uma reunião. O contexto era de informalidade baseado nas declarações de quem se dizia a todo instante inocente.
Reitero que jamais intercedi junto a órgãos públicos em favor de terceiros. Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa, tantas foram as demonstrações de independência no cumprimento de seus deveres ao longo de todos esses anos.
A situação em que me vi involuntariamente envolvido – pois nada sei da vida de Sérgio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação – poderia trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico.
Não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta, avalio que a melhor decisão é deixar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.
Externo ao Senhor Presidente da República o meu profundo agradecimento pela confiança reiterada.
Brasília, 30 de maio de 2016.
Fabiano Silveira"

A TARDE

Dilma diz que devolução de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro é um retrocesso

Dilma Roussef
A presidente afastada Dilma Rousseff divulgou nesta segunda-feira, 30, nas redes sociais um vídeo comentando a devolução de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro, proposta pela equipe do presidente em exercício, Michel Temer.
Em uma breve introdução para uma fala do ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Armando Monteiro, Dilma afirma que essa operação é um “retrocesso”. Segundo Monteiro, essa devolução do BNDES somente se justificaria por uma necessidade de reduzir a dívida bruta, mas o reflexo dessa redução – projetado até 2020 – é muito pequeno se forem levados em conta os prejuízos que essa ação causará à manutenção dos programas e das linhas de financiamento do banco.
“O funding, as fontes de financiamento do banco serão drasticamente reduzidas com essa medida, sem que ela proporcione benefícios que a justifiquem. Haverá prejuízo para setor produtivo, redução das linhas de financiamento ao investimento, ao capital de giro das empresas, ao apoio às exportações, especialmente pelo papel insubstituível que o banco tem no financiamento dos pré-embarques”, argumentou.
Tribuna da Bahia

Chineses anunciam fábrica de motos em Una, no sul da Bahia

"Mesmo com a instabilidade econômica pela qual está passando o País, a Bahia continua garantindo a atração de investimentos, que resultam em emprego e renda para os baianos', destacou o governador Rui Costa[


Foto: Secom
“Mesmo com a instabilidade econômica pela qual está passando o País, a Bahia continua garantindo a atração de investimentos, que resultam em emprego e renda para os baianos”, destacou o governador Rui Costa após reunião, na tarde desta segunda-feira (30), com representantes da China Yasuna Group.
A empresa asiática está pronta para iniciar, em julho, as obras da Montadora Yasuna Motors do Brasil, a primeira fábrica de motos da empresa chinesa em território brasileiro. Com recursos da ordem de R$ 62 milhões, o empreendimento será instalado no município de Una, no sul baiano, e deve gerar inicialmente cerca de 300 empregos diretos e 150 indiretos. A nova fábrica na Bahia é resultado da missão do Governo do Estado na China, em março deste ano, quando Rui e comitiva buscaram atrair investimento estrangeiro para o desenvolvimento econômico do estado.
A previsão de término das obras é de 12 meses. Assim que o empreendimento estiver funcionando, 100 concessionárias devem ser instaladas em diversos municípios do estado, ampliando a capacidade de geração de emprego e renda. Outro compromisso firmado pela empresa é o de garantir capacitação profissional.
“O benefício será imediato. Será uma fábrica de montagem de motos muito modernas, inicialmente, de 50 a 125 cilindradas para atender bem a população. A montadora vai aumentar a capacidade do estado de empregar pessoas e capacitá-las”, afirma o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
Tribuna da Bahia

Rodoviários comemoram aumento salarial e decidem não fazer greve

'Esta é uma vitória histórica', comemorou o presidente do sindicato, Hélio Ferreira

O Sindicato dos Rodoviários do Estado da Bahia decidiu em assembleia nesta segunda-feira (30) que não haverá greve da categoria, conforme estava previsto. A classe aceitou o acordo salarial de aumento de 10%.
Segundo a direção do sindicato, este é o maior aumento do país. "Foi muito esforço, foi muita luta, mas valeu a pena. A categoria merece. Esta é uma vitória histórica", comemorou o presidente do órgão, Hélio Ferreira.
(Foto: Alexandre Lyrio/CORREIO)
Além do ganho salarial, os rodoviários garantiram ainda as chamadas reivindicações sociais. Dentre elas a equiparação dos salários dos funcionários de manutenção, a gratuidade das passagens para rodoviários aposentados e aumento de 10% do tíquete refeição. A categoria ainda conseguiu a redução de 12% para 10% da contrapartida. 
(Foto: Alexandre Lyrio/CORREIO)
O acordo confirmou também a gratuidade das passagens para rodoviários aposentados, o que é considerado uma vitória histórica. “Essa era uma reivindicação antiga da categoria. Isso é histórico”, comemorou o presidente, erguido para o alto pelos colegas logo após a votação coletiva. Os rodoviários conseguiram também o aumento de 10% do tíquete refeição, além da redução de 12% para 10% da contrapartida dos funcionários no auxílio-alimentação e tiveram a garantia dos postos de trabalho dos cobradores que estavam ameaçados.
Correio 24 Horas

segunda-feira, 2 de maio de 2016

WhatsApp se pronuncia sobre bloqueio no Brasil: 'Não temos as informações'

Aplicativo foi bloqueado por não fornecer à Justiça mensagens de uma investigação sobre tráfico de drogas

O WhatsApp se pronunciou na tarde desta segunda-feira (2) após a determinação da Justiça que ordenou o bloqueio do aplicativo por parte das operadoras de telefonia fixa e móvel no Brasil. A empresa informou que não tem a informação solicitada pela Justiça. 
A medida foi expedida pelo juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE) e começou a valer a partir das 14h desta segunda-feira. De acordo com o Tribunal de Justiça de Sergipe, a ordem de bloquear o WhatsApp se deu pelo mesmo motivo que levou ao pedido de prisão do executivo: a empresa não forneceu à Justiça mensagens relacionadas a uma investigação sobre tráfico de drogas.
(Foto: EBC)
Em nota, a empresa disse estar desapontada com a decisão. "Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu mais uma vez ordenar o bloqueio de WhatsApp no Brasil", se posicionou. 
Conforme a empresa, a decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que utilizam o serviço. "Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos", afirmou.
Correio 24 Horas

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Morre o cantor e superstar Prince, aos 57 anos

O artista vendeu mais de 100 milhões de discos e figura entre os grandes nomes do pop mundial

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O corpo do cantor Prince foi encontrado em casa no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Um membro da família, que pediu para não ser identificado, confirmou a morte do artista à rede de televisão CNN. A polícia está investigando o caso e ainda não repassou maiores informações à imprensa. 
Nos últimos dias, Prince cancelou uma apresentação por conta de uma gripe e passou um período de repouso. O cantor é um dos maiores nomes do mercado fonográfico mundial. Ao lado de Michael Jackson e Madonna, figura entre os grandes representantes da música pop. Ao todo, Prince vendeu mais de 100 milhões de discos e gravou 39 discos. 
"Com profunda tristeza confirmo que o lendário e icônico artista Prince Rogers Nelson faleceu em sua residência de Paisley Park (Minneapolis) esta manhã", diz um comunicado assinado por Yvette Noel-Schure. A assessora não revelou mais detalhes sobre a causa da morte.
Prince se tornou um fenômeno internacional na década de 1980, com sua mistura de estilos, do funk ao dance, passando pelo rock, com origem em Minneapolis. O álbum de 1984 "Purple Rain" é considerado por muitos críticos um dos melhores de todos os tempos.
O artista morava na região de Minneapolis, onde gravava seus álbuns em seu estúdio Paisley Park e organizava festas.
Na década de 1990, Prince mudou o seu nome artístico para um "símbolo de amor" impronunciável e escreveu a palavra "escravo" no rosto para protestar contra as condições de seu contrato com a gravadora Warner.
Entre suas músicas mais famosas estão "Purple Rain", "1999", "When Doves Cry", "Cream" e "Kiss".
Recentemente, Prince demonstrou uma grande produtividade, com o lançamento de álbuns pela plataforma de streaming Tidal, além de programar shows no último minuto para evitar cambistas.
"Isto é o que parece quando pombas choram... Prince R.I.P. Condolências para a família e a todos nós", escreveu a comediante Whoopi Goldberg no Twitter.

Correio Braziliense

Ministro defende que operadoras tenham planos de internet limitados e ilimitados


Ele defendeu a coexistência de planos de franquia limitada e ilimitada e também o respeito aos contratos vigentes.


No momento em que se discute a limitação do uso da banda larga fixa, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, disse hoje (20) que o governo vai propor às operadoras de internet um termo de compromisso que preserve os direitos dos usuários. Ele defendeu a coexistência de planos de franquia limitada e ilimitada e também o respeito aos contratos vigentes.

Segundo Figueiredo, a proposta deve ser feita na próxima semana. “São termos que serão utilizados, que serão adotados pelas empresas para que elas possam se manifestar publicamente no sentido de preservar os direitos dos usuários de internet banda larga fixa que vão desde o respeito aos contratos vigentes, desde você possibilitar a coexistência de franquia ilimitada e limitada”, disse, em entrevista, após cerimônia de assinatura de planos de outorgas para radiodifusão. Para o ministro, no caso dos planos ilimitados, não deve haver cobrança abusiva.

E completou “O que não aceitamos, de forma alguma, isso aí deixaremos muito claro, é que o usuário seja prejudicado.” 

Questionado se teme uma judicialização da questão da limitação do uso de banda larga fixa, o ministro respondeu que conversa com o setor e não crê nessa possibilidade. “Estaremos trabalhando para que na semana que vem possamos trazer as operadoras e elas se manifestarem formalmente em relação à continuidade da existência de planos com franquia ilimitada”, disse.

Jornal da Cidade Net

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Cunha entrega para Renan processo de impeachment de Dilma

Presidentes da Câmara e do Senado se encontraram na tarde de segunda.
Pilha de documentos foi entregue por assessor na Secretaria do Senado.


O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha fala com o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante uma reunião em Brasília  (Foto: Adriano Machado/Reuters)
O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha fala com o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante uma reunião em Brasília (Foto: Adriano Machado/Reuters)
O presidente da CâmaraEduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou nesta segunda-feira (18) o processo de impeachment de Dilma Rousseff ao presidente do Senado, Renan Calheiros(PDMB-AL). Os dois tiveram um encontro no gabinete de Renan na parte da tarde. A pilha de documentos do processo, com 36 volumes e 11 anexos, foi entregue por um servidor da Câmara na Secretaria Geral da Mesa.
Neste domingo (17), a Câmara dos Deputados decidiu, por 367 votos a favor, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências,encaminhar o processo de impeachment ao Senado, que deverá decidir se julga o caso(veja resumo do rito no Senado ao final desta reportagem).
Um resumo do processo deverá ser lido na sessão desta terça-feira (19) no Senado, e deverão ser indicados os integrantes da comissão especial que analisará o caso. O presidente e o relator do colegiado, que terá 21 senadores titulares, deverão ser eleitos dentro do prazo de 48 horas. A reunião da comissão deve acontecer na quarta-feira (19), já que quinta-feira é feriado.

O presidente do Senado reconheceu que existe uma pressão para que o processo ande de maneira rápida. Renan disse, no entanto, que não pode haver “atropelo” nem “procrastinação”. “Nós temos pessoas que pedem para agilizar o processo, mas nós não poderemos agilizar de tal forma que pareça atropelo, ou delongar de tal forma que pareça procrastinação”, disse Renan Calheiros.

Ao sair da reunião, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu que o processo tramite com rapidez no Senado, para que o país não fique “paralisado”. Para Cunha, a decisão da Câmara de autorizar a continuidade do processo transforma a gestão de Dilma em um “meio governo”, que pode ou não cair.

“A partir da autorização da Câmara, a demora é muito ruim para o país. Você esta com um meio governo. Se o Senado autorizar, o governo vai sair. Se não autorizar, vai ficar. Então você tem um 'meio governo'. Para que essa paralisia não se prolongue, o ideal é que seja feito o mais célere possível, independente do resultado, para que a vida do país volte à normalidade, de uma forma ou de outra”, disse Cunha.

Reunião com líderes e no STF
Renan informou, ainda, que fará uma reunião na manhã desta terça-feira (19) com líderes para ajustar prazos e debater a questão da proporcionalidade que determinará a composição da comissão especial que analisa o caso.
Sobre o momento em que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, deverá assumir a condução dos trabalhos, como é previsto em estudo feito para o rito do impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992, Renan disse que vai conversar nesta segunda com Lewandowski para esclarecer a questão. A reunião está prevista para ocorrer às 18h30.

O presidente do Senado não quis comentar a votação na Câmara dos Deputados que autorizou o encaminhamento do processo para o Senado. "Não me compete fazer avaliação da votação da Câmara. O que compete ao Senado é admitir ou inadmitir a denúncia que vem da Câmara", disse Renan.
Veja o resumo do processo no Senado:
– Após receber a autorização da Câmara para abertura do processo por crime de responsabilidade, o documento terá que ser lido no plenário;
– Assim como na Câmara, será criada uma comissão, de 21 senadores, observada a proporcionalidade, com presidente e relator. O relator faz um parecer pela admissibilidade ou não, que precisa ser aprovado na comissão e depois ir ao plenário. Isso porque o STF, ao estabelecer o rito do processo de impeachment em dezembro do ano passado, definiu que o Senado tem o poder de reverter a decisão da Câmara. O plenário do Senado precisa  aprovar por maioria simples (metade mais um dos presentes na sessão);
– Se aprovado no plenário, será considerado instaurado o processo e a presidente será notificada. É afastada por até 180 dias, recebendo a partir daí metade do salário de presidente (R$ 30.934,70). Ela poderá se defender e a comissão continuará funcionando;
– Haverá então a fase de produção de provas. Um novo parecer da comissão deverá analisar a procedência ou a improcedência da acusação. De novo, esse parecer tem que ser aprovado por maioria simples;
– Se aprovado, considera-se procedente a acusação e inicia a fase de julgamento, que é comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Para que a presidente perca o cargo, o impeachment tem que ser aprovado por dois terços dos senadores – 54 dos 81.
G1

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dilma diz estar confiante em vitória na Câmara: 'Se ganhar, vou propor um pacto'

Caso vença, Dilma vai propor um amplo pacto nacional com todas as forças políticas, inclusive da oposição
Em conversa com um grupo de jornalistas nesta quarta-feira, 13, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff disse estar confiante em uma vitória na Câmara contra o pedido de abertura de processo de impeachment. Caso isso aconteça, Dilma vai propor um amplo pacto nacional com todas as forças políticas, inclusive da oposição. Indagada se participaria de um pacto no caso de derrota, Dilma respondeu: “Se eu perder, sou carta fora do baralho”.
A presidente não deixou claro se a proposta de repactuação será apresentada após a votação do impeachment na Câmara ou no Senado. “Digo qual é o meu primeiro ato pós-votação na Câmara. A proposta de um pacto, de uma nova repactuação entre todas as forças políticas, sem vencidos e sem vencedores. Seja pós-Câmara mas também pós-Senado, sobretudo. No pós-Senado é que isso será mais efetivo”, disse Dilma.
Presidente disse estar confiante em vitória na Câmara contra o impeachment
(Foto: Roberto Stuckert/PR)
De acordo com a presidente, a proposta de repactuação vai se estender a oposição. “A oposição existe”, declarou. Às vésperas da votação na Câmara que vai selar seu destino político, Dilma recebeu os jornalistas para uma conversa em seu gabinete que se estendeu por mais de duas horas entre o final da manhã e o início da tarde, na qual falou sobre suas expectativas para os próximos dias.
Aparentando tranquilidade e em vários momentos bom humor, Dilma se mostrou confiante no resultado da votação, a despeito das notícias negativas dos últimos dias, como a decisão do PP de desembarcar do governo. Dilma disse que vai lutar até o fim pela manutenção do mandato em todas as instâncias possíveis e descartou fazer como o ex-presidente Fernando Collor, que renunciou depois de ser derrotado na Câmara, em 1992, e pouco antes de começar a ser julgado pelo Senado, no fim daquele ano.
“O governo vai lutar até o último minuto do último tempo por uma coisa que acreditamos que seja factível, que é ganhar contra esta tentativa de golpe que estão tentando colocar contra nós através de um relatório que é uma fraude”, afirmou a presidente. Dilma comparou o momento a uma guerra psicológica na qual os dois lados tentam usar os números a seu favor para influenciar os indecisos. “Nós agora, nessa reta final, estamos sofrendo e vamos sofrer uma guerra psicológica que tem um objetivo que é construir uma situação de efeito dominó”, disse.
A presidente minimizou a saída do PP do governo. “É muito difícil neste momento você dizer que um partido desembarcou do governo. Tem situações as mais variadas. Os partidos saem do governo e as pessoas ficam”, disse. Dilma não descartou a possibilidade de recorrer ao Judiciário em caso de derrota no Congresso.
Ela citou supostas falhas no rito do impeachment em relação ao direito de defesa como possível argumento para a judicialização do caso. “Não garanto ainda o que nós vamos fazer porque não tenho a avaliação completa do jurídico do governo. Não sabemos se vamos. E se formos, quando”, disse. Durante a conversa, Dilma foi perguntada sobre o cenário em caso de derrota e também sobre seus planos para o futuro, se conseguir terminar o mandato. “Vou embora para a minha casa em Porto Alegre. Tenho direito à aposentadoria.”

Correio da Bahia

domingo, 3 de abril de 2016

Lula acusa Temer de 'golpe' e vice rebate

A acusação foi durante ato contra impeachment em Fortaleza

Foi a primeira vez que o petista criticou diretamente o vice. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Foi a primeira vez que o petista criticou diretamente o vice. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Em ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff realizado ontem em Fortaleza, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o vice-presidente Michel Temer "é um constitucionalista" e que, por esse motivo, "sabe que o que estão fazendo é um golpe". Temer respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que "justamente por ser professor de Direito Constitucional, tem ciência de que não há golpe em curso no Brasil".

Foi a primeira vez que o petista criticou diretamente o vice pelo processo de impeachment que ameaça Dilma. A um público vestido de vermelho, com bandeiras do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula disse querer que Temer "aprenda sobre eleições". Ainda segundo Lula, o peemedebista "sabe que vão cobrar é dos filhos dele, é do neto dele amanhã, porque a forma mais vergonhosa de chegar ao poder é tentar derrubar um mandato legal".

Lula criticou a oposição por querer interromper o mandato da presidente. "A nossa resposta a ser dada aos opositores é garantir a governabilidade de Dilma", afirmou.

O ato, intitulado "Ceará com Lula", foi organizado pela Frente Brasil Popular do Ceará e pelo diretório estadual do PT. Os organizadores estimaram o público presente ao evento em 50 mil pessoas. Segundo a Polícia Militar, entre 10 mil e 12 mil pessoas compareceram.

O ato começou às 9 horas com shows musicais. Lula chegou por volta das 11 horas. Em um discurso de 30 minutos em que apelou à emoção, o ex-presidente começou falando sobre a chuva que caía forte na Praça do Ferreira, no centro histórico da capital cearense. "Mesmo que não tivesse o ato, só a chuva que Deus mandou já valeria a pena."

Em seguida, comentou o "clima de ódio" que o Brasil vive. "Tenho 50 anos de política e nunca vi um clima de ódio estabelecido no País como vejo agora. Essa gente que vai para a manifestação vestida de verde e amarelo tem que saber que o povo que está aqui na rua é um povo trabalhador e pede que respeitem apenas uma coisa: o voto popular que elegeu a Dilma."

Ministério

No momento em que foi mais aplaudido, Lula chegou a dizer que, se tudo "desse certo", assumiria a Casa Civil na quinta-feira, embora não esteja na previsão do Supremo Tribunal Federal decidir sobre o mandado de segurança que impede a posse do petista no Ministério de Dilma.

Indicado para comandar a pasta, Lula não pôde assumir o cargo por causa de uma liminar do ministro Gilmar Mendes. A decisão será submetida ao plenário do Supremo, que pode mantê-la ou derrubá-la. "Na próxima quinta-feira, se tudo der certo, se a Corte Suprema aprovar, eu estarei assumindo o ministério. Eu volto para ajudar a companheira Dilma", afirmou o petista.

Nos últimos dias, Lula tem insistido no termo "golpe" para se referir à tentativa da oposição e de setores do PMDB de abreviar o mandato da presidente. A própria Dilma se refere assim ao processo que tramita contra ela na Câmara, inclusive em atos realizados no Palácio do Planalto, sede da Presidência da República.

Na terça-feira, o PMDB - até então o principal partido aliado de Dilma no Congresso - decidiu romper com o governo, agravando a crise política. O vice-presidente foi um dos principais articuladores do rompimento com o governo e da saída de parte dos deputados do partido da base aliada. 

Diário de Pernambuco

Ex-prefeito é preso acusado de abusar de crianças e adolescentes

Foragido desde outubro de 2015, Joel da Cruz Santos, ex-prefeito de Taiobeiras, é acusado de dar dinheiro aos menores em troca de relações sexuais e atos libidinosos.

 Renato Lopes/Sucursal Norte/Estado de Minas - 25/07/2004
Em 2004, o ex-prefeito de Taiobeiras, Joel da Cruz Santos (centro), foi preso na casa do seu advogado, Sizino Araujo Santos. Na época, ele respondeu ao inquérito e foi liberado. (foto: Renato Lopes/Sucursal Norte/Estado de Minas - 25/07/2004 )
Após uma longa caçada policial, o ex-prefeito de Taiobeiras, Joel da Cruz Santos, de 76 anos, foi preso no Pará, em uma das suas fazendas, acusado de abusar de crianças e adolescentes da cidade de Taiobeiras, no Norte de Minas. Ele foi encontrado pela polícia na quinta-feira, mas a prisão oficial foi decretada neste domingo.

Foragido desde outubro de 2015, quando teve a sua prisão preventiva decretada pelo juiz da comarca da cidade, Marcelo Bruno Duarte, Joel foi preso em uma das suas fazendas, no município de Curinópolis, no Pará, na quinta-feira. A prisão foi dada oficialmente neste domingo e Joel chegará a Belo Horizonte, nesta segunda-feira.

O ex--prefeito responde inquérito por crimes contra criança e adolescentes há mais de 10 anos. De acordo com as investigações, ele oferecia dinheiro a menores em troca de relações sexuais e atos libidinosos. As mães das meninas são suspeitas de licenciar as filhas para a prostituição. Após investigações por parte da promotoria pública, uma mãe, identificada com as iniciais R.P.C.O, teria levado as próprias filhas, menores de idade, para atos sexuais com Joel. Em cima da investigação, o Ministério Público, conseguiu que decretasse a prisão preventiva dele. 
O acusado, que também é empresário, donos de empresas de cerâmica e fazendas em Taiboeiras - cidade onde foi chefe do executivo por três mandatos - fugiu para o Pará. A prisão dele aconteceu após investigações em parceria entre a polícia de Minas a e da cidade de Paraopebas. Ele foi preso pelos delegado Gabriel Costa, de Paraopebas, para, em seguida, ser transferido a BH.

VÍTIMAS De acordo com a PM de Minas, já foram identificadas sete vítimas do ex-prefeito. O inquérito foi aberto a partir de denúncias feitas junto ao Conselho Tutelar de Crianças e Adolescentes , de Taiobeiras. Não é a primeira vez que o Joel tem problemas com Justiça. Nos anos 2000, ele chegou a ser preso acusado do mesmo crime, mas respondeu inquérito e foi liberado. Depois disso, adquiriu propriedades no Pará e foi para àquele estado. A reportagem tentou contato com o advogado dele, sem sucesso. 

As investigações dão conta de que  o ex-prefeito também é suspeito de um atentado contra o conselheiro tutelar, Ronaldo Saturnino, que foi alvejado a tiros em uma estrada rural, há cerca de oito anos. Na época, houve a suspeita de que o mandante do atentado teria sido o ex-prefeito, mas as investigações não conseguiram provar nada contra ele. 

CAMPANHA 
Após a fuga de Joel para o Pará, em 2015, a organização não governamental, Menina Dança, fez campanha de divulgação para tentar localizá-lo e prendê-lo, pedindo a pessoas informações sobre o paradeiro dele. Um cantor canadense de música country chegou a oferecer R$ 50 mil para quem o achasse. Nesta segunda-feira, o delegado Alessandro Lopes dará entrevista coletiva à imprensa sobre o caso, em Montes Claros, no Nortes de Minas.

O Estado de Minas