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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vitória perde para o Vasco, mas avança à semi da Copa do Brasil

Em jogo dramático, o Vitória passou para as semifinais da Copa do Brasil mesmo ao perder para o Vasco por 3 a 1, no Estádio de São Januário, nesta quarta-feira, 5. O Leão chegou ao Rio de Janeiro com a possibilidade de perder por até um gol de diferença, já que ganhou do alvinegro por 2 a 0 em Salvador. No entanto, foi o único gol do Leão fora de casa que desempatou o resultado dos 180 minutos disputados nas quartas de final.

Na semifinal, o time comandado por Ricardo Silva enfrenta o Atlético-GO, que eliminou o Palmeiras na disputa de pênaltis. O primeiro jogo entre as equipes acontece na próxima semana.

Júnior foi anulado pela zaga adversária em mais um jogo do Vitória Foto: Eduardo Martins | Ag. A Tarde

Jogo - No primeiro tempo o Vasco não criou muito, apesar de manter a posse de bola. Mas o Leão estava sem organização, dando muitas chances pelas laterais do campo. Aos 11 minutos, Magno abriu o placar ao chutar direto para o gol em jogada pela esquerda. A bola bateu na zaga rubro-negra, enganou Viáfara e foi parar no fundo das redes do colombiano.

Depois do gol, o Vitória tentou se organizar em campo e, aos 20 minutos, em um contra-ataque, Neto Berola foi derrubado na área por Nilton. O árbitro marcou pênalti e expulsou o atleta vascaíno. Viáfara cobrou a penalidade e empatou para o rubro-negro.

O time carioca ainda forçou muitas jogadas de bolas aéreas durante o primeiro tempo, mas a zaga do Leão conseguiu se segurar.

Na etapa complementar, o Vasco começou pressionando mais a defesa rubro-negra. E aos 03 minutos, Phillippe Coutinho fez um ótimo passe para Ramon, que bateu cruzado e venceu Viáfara. A partir daí, o Vasco continuou empenhado em busacar o resultado. Já o Vitória, mesmo com um a mais, não soube aproveitar a vantagem.

Aos 13 minutos, Rafael Cruz acabou recebendo cartão vermelho por uma entrada de carrinho. O Vasco, então, foi para cima. O técnico Ricardo Silva colocou três zagueiros, tirando o atacante Júnior, e ficou na retranca.

A equipe da casa fez mais um depois que Viáfara fez uma falta dentro da área. O atacante Carlos Alberto cobrou de pênalti e marcou. Perto do fim do jogo, aos 43 minutos, Schwenck foi expulso e complicou a situação do Leão.

Os últimos minutos do jogo foram de pressão total do Vasco, que tinha colocado mais um atacante, Dodô. Mesmo assim, o Vitória não deixou que o placar fosse ampliado e seguiu em frente na competição.

A TARDE

Vitória decide vaga contra o Vasco nesta quarta-feira

Superar o Vasco, nesta quarta-feira, 5, às 19h30, em São Januário, pelas quartas de final da Copa do Brasil, não seria tão somente uma vingança aguardada pelo torcedor do Vitória. Devolver a eliminação sofrida no ano anterior, quando o time da Colina bateu o rubro-negro baiano, é apenas um capítulo à parte.

A principal motivação para o elenco comandado por Ricardo Silva diante dos antigos algozes é tentar igualar a melhor campanha do Leão numa edição da Copa do Brasil. Em 2004, comandado por Agnaldo Liz, o Leão chegou à semifinal, fase na qual foi despachado pelo Flamengo, vice-campeão daquela edição, atrás do Santo André.

“Fizemos história no domingo e queremos repetir novamente contra o Vasco. Igualar aquele feito seria algo muito bom. Aliás, converso aqui com o grupo que podemos, inclusive, ganhar o título. Estamos cada vez mais perto”, afirma o experiente Vanderson.

Jogadores rubro-negros viajaram para o Rio de Janeiro nesta   terça-feira Foto: Eduardo Martins | Ag. A Tarde

Jogadores rubro-negros viajaram para o Rio de Janeiro nesta terça-feira

A pretensão do Vitória de superar sua melhor campanha, entretanto, esbarra em quatro desfalques confirmados. Ramon está fora, abatido por uma lesão na panturrilha direita.

Seu substituto imediato, o meia Renato não joga pelo terceiro amarelo. Além dos dois, completam a lista dos “tetradesfalques” do Leão: Elkeson, também suspenso pelo terceiro amarelo, e o lateral Nino, por dores musculares na coxa esquerda. Seu lugar será ocupado por Pimentel, enquanto Neto Berola ganha a posição como segundo atacante.

Contratações - O presidente rubro-negro, Alexi Portela, afirmou que até esta sexta, 7, anuncia a contratação de reforços para a Série A do Brasileirão. Logo após a conquista do Campeonato Baiano, Portela prometeu que faria entre cinco e seis contratações.

Um desses reforços é o meia Lenílson, que estava jogando pelo clube mexicano Jaguares. O jogador treinava no Vitória há dois meses e já assinou contrato com o clube. O técnico Ricardo Silva aguarda somente a regularização de sua documentação perante a CBF para poder utilizar o atleta em campo.

Vasco x Vitória

Vasco: Fernando Prass, Elder Granja, Thiago Martinelli, Dedé e Ramon; Nilton, Souza, Magno (Dodô) e Philippe Coutinho; Carlos Alberto e Elton.Técnico: Gaúcho.

Vitória: Viáfara, Marcos Pimentel, Wallace, Reniê e Egídio; Vanderson, Neto Coruja, Uelliton e Bida; Júnior (Schwenck) e Neto Berola. Técnico: Ricardo Silva.

Local: Estádio de São januário, no Rio de Janeiro.

Horário: 19h30

Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa).

Assistentes: José Carlos Dias Passos e Bruno Boschilia (Trio do Paraná).

A TARDE

domingo, 2 de maio de 2010

Vitória perde para o Bahia, mas chega ao seu oitavo título estadual na década

Tricolor é vice do rival pela quarta vez seguida e segue sem vencer o Campeonato Baiano desde 2001


A melhor fase do Vitória em comparação com o maior rival, o Bahia, foi comprovada mais uma vez neste domingo, no Barradão, onde o Leão conquistou seu 25º título do Campeonato Baiano mesmo perdendo por 2 a 1 para o Tricolor. No primeiro jogo da final, o time rubro-negro venceu por 1 a 0 e podia até perder por um gol de diferença, já que teve a melhor campanha. Elkeson marcou o gol dos campeões, enquanto Rodrigo Gral e Lima deram a vitória aos rivais.

O título estadual do Vitória é o oitavo do clube nesta década, deixando o clube como recordista do país, ao lado do Fortaleza. O Bahia, campeão em 43 oportunidades, não vence a competição desde 2001. Além disso, esta foi a quarta conquista seguida do Rubro-Negro tendo o Tricolor como vice.

A decisão do Baianão foi acompanhada por 22.237 pessoas no Barradão e gerou uma renda de R$ 532.380,00.


O jogo

Precisando de dois gols para inverter a situação e ficar com o título, o Tricolor pressionou o Rubro-Negro no início, marcando presença no campo de ataque e também chegando com perigo primeiro. Foi com Ananias, aos 12 minutos. Viáfara intercedeu e fez a defesa.

Mas o Leão não se intimidou e equilibrou o jogo. Pelo menos no que diz respeito às oportunidades. No minuto seguinte, Júnior começou a jogada e tocou para Vânderson chutar de fora da área, no canto direito. Fernando saltou e defendeu.

Aos 15 minutos, Viáfara foi obrigado a trabalhar de novo. Ele viu Rodrigo Gral ser lançado, teve que sair do gol, reduzir o ângulo e evitar o gol tricolor.

O Vitória aumentou a sua vantagem com 20 minutos de jogo. Ramon bateu escanteio, Fernando socou a bola para a frente da área e ela caiu limpa para Elkeson, que bateu forte no ângulo esquerdo para abrir o placar.

Neste momento, o Bahia teria de virar o jogo para 3 a 1 para ser campeão. Mas foi o Vitória quem quase chegou ao segundo gol. Júnior mandou a bola para a rede, mas pelo lado de fora, aos 27. Parte da torcida rubro-negra gritou gol.

A partir deste lance o jogo perdeu um pouco o ritmo. Coincidentemente foi o momento em que começou a cair uma forte chuva no Barradão.

Antes do intervalo, porém, o Bahia deu sinal de reação e quase empatou, já nos acréscimos. A zaga do Vitória parou pedindo impedimento, Rodrigo Gral recebeu em boas condições, mas demorou para finalizar. Wallace apareceu no momento certo para cortar.

Bahia pressiona

O atacante, porém, não desperdiçou outra chance que teve no primeiro minuto da etapa final. Rogerinho bateu falta para a área, Mendes ganhou de Reniê no alto e desviou. Viáfara defendeu mal, nos pés de Rodrigo Gral, que desta vez marcou: 1 a 1.

O Bahia continuou dando trabalho à defesa do Vitória e por pouco não chegou ao segundo gol também em jogada de bola parada e de novo com Rogerinho, aos 11. O lateral bateu para a área, Mendes cabeceou, Viáfara defendeu, a bola bateu no travessão e saiu.

Ao pressionar o Vitória, o Bahia também dava espaços para o contra-ataque. Com 12 minutos, Egídio se arriscou no ataque e bateu para fora.

A pressão tricolor deixou o técnico do Vitória, Ricardo Silva, nervoso com o seu time e com a arbitragem. Ao reclamar com Héber Roberto Lopes, que apitou o jogo, foi expulso de campo.

Aos 27 minutos, a torcida do Bahia se empolgou mais ainda com a expulsão de Vânderson. Ele já tinha amarelo, cometeu falta dura e depois ganhou o vermelho. No minuto seguinte, o Bahia reclamou pênalti de Nino em Ávine, mas o árbitro não marcou.

O Bahia demorou para aproveitar a vantagem numérica e só conseguiu a virada nos acréscimos, com Lima. Mas foi tarde e insuficiente. Foi a torcida do Vitória quem soltou o grito de "campeão".

globoesporte.com

Sofrido, com oito jogadores, mas com Ganso em tarde mágica, Peixe é campeão

Alvinegro perde o jogo para o Santo André por 3 a 2, mas ganha o título no Pacaembu graças à vantagem adquirida na primeira fase

Foi sofrido. Muito sofrido. O 18º título paulista do Santos saiu a fórceps neste domingo, no Pacaembu. O time que deu show durante todo o Estadual confirmou seu favoritismo e levantou o troféu após perder por 3 a 2 para o Santo André, com apenas oito jogadores em campo. Épico. O time de Robinho, Neymar e, principalmente, de Paulo Henrique Ganso, que foi um gigante na decisão e compensou, sozinho, a perda de Léo, Marquinhos e Brum, expulsos, chegou a cem gols no ano. Neymar fez os dois santistas. Nunes, Alê e Branquinho fizeram para o Ramalhão, que, bravamente, caiu de pé.

Marcos Alves/AGÊNCIA O GLOBO

Robinho, Arouca e Paulo Henrique (17) comemoram

Um primeiro tempo eletrizante, nervoso, aberto e com muitos gols. O Santos entrou em campo para festejar, mas esqueceu-se que título só se comemora após o apito final. O Santo André, ligado, dividindo todas, consciente que disputava uma final, surpreendeu logo aos 30 segundos de jogo. Branquinho lançou Cicinho, na direita, às costas de Léo. O lateral do Ramalhão invadiu a área, driblou o goleiro Felipe e chutou cruzado. Antes de a bola entrar, Nunes empurrou para o gol.

O Peixe não se encolheu e foi para cima. Aos sete minutos, Marquinhos achou Robinho dentro da área. De letra, o Rei das Pedaladas largou Neymar livre na marca do pênalti. O garoto deixou três marcadores para trás e estufou a rede com um forte chute de direita.

O problema do Santos é que, se o ataque é insinuante, rápido e imprevisível, a defesa foi lenta e desatenta. O Ramalhão seguiu em cima, dividindo todas as bolas com muita força e vontade. Na frente, Bruno César, Branquinho e Rodriguinho, com movimentação constante, bagunçavam a defesa alvinegra. Aos 15, Branquinho livrou-se da marcação pelo meio e mandou a bomba. A bola explodiu na trave. Em seguida, aos 17, Carlinhos desceu pela esquerda e cruzou para Rodriguinho marcar de cabeça. No entanto, a auxiliar Maria Eliza Barbosa errou e marcou impedimento de Carlinhos, cuja posição era normal.

O Ramalhão seguia em cima e, as 19, fez o segundo. Após cobrança de escanteio pela direita, Alê apareceu na área. A zaga santista ficou olhando, e o volante completou de cabeça para o gol.

O jogo, além de corrido, era nervoso. Neymar buscava o drible, e os marcadores faziam falta. Aos 22 minutos, Alê fez falta dura no garoto santista, provocando uma grande confusão. Ganso tomou as dores do amigo e partiu para cima do volante. A confusão tornou-se generalizada. Léo e Nunes começaram uma ríspida discussão paralela perto da linha lateral e acabaram expulsos. Os andreenses reclamaram muito do comportamento de Neymar em campo.

- Ele é um cai-cai do c... - xingou o goleiro Júlio César.

Com os dois times jogando com dez jogadores, o Santos passou a controlar melhor a posse de bola. A defesa alvinegra já não tinha tanto trabalho para marcar apenas Rodriguinho à frente, e o Peixe, de pé em pé, chegou a seu segundo gol. Aliás, um golaço. Robinho ganhou a dividida na intermediária e passou para Ganso, que de calcanhar, encontrou Neymar entrando pela esquerda. O garoto, de canhota, teve tranquilidade para colocar a bola no canto direito, longe do alcance de Júlio César.

Quando o jogo estava sob controle do Peixe, Marquinhos fez uma tremenda besteira: acertou um carrinho por trás, desnecessário, em Branquinho e acabou expulso, deixando o time com nove jogadores. Aí, o jogo ficou a caráter para o rápido time do ABC paulista. Com o adversário escancarado, Bruno César acertou belo passe para Branquinho, que entrava pelas costas da defesa santista. O meia girou e bateu colocado, de direita, sem chances para Felipe, desempatando novamente o jogo. Faltava ainda um gol para o Ramalhão, já que a derrota por um tento de diferença ainda dava o título ao primeiro colocado da fase de classificação.

O Santos voltou mais bem posicionado para o segundo tempo. Dorival Júnior abriu Robinho pela direita e Neymar pela esquerda. Ganso jogava pelo meio. Arouca e Mancha marcavam pelo meio. Mesmo com um a menos, o Peixe conseguia ameaçar. Logo aos três minutos, num lindo passe diagonal, Ganso enxergou Robinho. O gol só não saiu porque o atacante chegou atrasado.


O Ramalhão, porém, continuava bem vivo no jogo. Sempre que Bruno César ou Branquinho pegavam na bola, o time do ABC criava jogadas perigosas. Aos cinco, Rodriguinho recebeu de Bruno, driblou Felipe e chutou para o gol. Arouca, que entrava por ali, salvou o Alvinegro Praiano.


Aos 17, Dorival tirou Robinho para colocar o atacante André. A missão do centroavante era correr atrás dos zagueiros para tentar dificultar as saídas de bola do Ramalhão. Com essa mudança, o Santos deixou de ser ameaçado momentaneamente. Ganso assumiu o comando do time e passou a prender a bola no meio. Neymar tentava partir para cima, mas caía à toda hora. Aos 32, foi substituído por Roberto Brum.

O Santos tinha o jogo sob controle. Mesmo com um a menos, marcava bem e não dava chances para o Santo André. Mas aí Brum caiu na mesma besteira de Marquinhos. Fez falta por trás em Pio e recebeu o vermelho. O Peixe tinha apenas oito jogadores em campo, e a partida se tornou dramática. Dorival Júnior, prontamente, mandou o zagueiro Bruno Aguiar para o campo. Ganso iria sair, mas foi firme. Virou-se para o banco e gritou:

- Eu não. Vou ficar aqui!

André, então, foi sacado.

Melhor para o Peixe. O meia prendeu a bola na frente, chamou falta, cavou escanteio.

A essa altura, o Ramalhão já tinha Rodriguinho, Rodrigão e Pio, todos praticamente dentro da área. O Peixe se segurava como podia. Aos 45, o momento de maior tensão para os torcedores santistas: Rodriguinho completou um cruzamento da esquerda, e a bola tocou na trave direita, com Felipe torcendo para ela não entrar.

Tensos, os torcedores santistas, de pé, exigia o fim do jogo no Pacaembu. Com o apito final, explosão de alegria começou aos 49 minutos.

Agora, a terceira geração dos Meninos da Vila confirma a sina santista: ser formador de meninos campeões.

Ficha técnica:

SANTOS 2 x 3 SANTO ANDRÉ
Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André).Júlio César, Cicinho (Rômulo), Halisson, Cesinha e Carlinhos; Alê (Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.
Técnico: Dorival Júnior.Técnico: Sérgio Soares.
Gols: Nunes, 30 segundos, Neymar, 7, Alê, aos 19, Neymar, aos 31, Branquinho, aos 44.
Cartões amarelos: Rodriguinho, Júlio César, Alê, Carlinhos, Cicinho, Rômulo, Halisson (Santo André), Pará, Neymar, Paulo Henrique Ganso (Santos). Cartão vermelho: Nunes (Santo André) e Léo, Marquinhos e Roberto Brum (Santos)
Público e renda: 35.001 pagantes/R$ 2.349.455,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 02/05/2010. Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho. Auxiliares: Maria Eliza Correia Barbosa e Daniel Paulo Ziolli.


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Atlético vence novamente o Santa Helena e é campeão goiano pela 11ª vez

Time do técnico Geninho conquista o título estadual com a vitória por 3 a 1


CRISTIANO BORGES / Jornal O Popular/Gazeta Press


O fantasma não apareceu! Jogando com o regulamento debaixo do braço e sem passar por sustos, o Atlético-GO é campeão estadual pela 11ª vez. Mesmo com a vantagem de poder perder por até três gols de diferença, o time do técnico Geninho venceu com autoridade o Santa Helena por 3 a 1, neste domingo, no estádio Pedro Romualdo Cabral, e comemorou o título goiano. Na primeira partida da final, o Rubro-negro já havia vencido por 4 a 0 o rival, que é conhecido como o Fantasma do Sudoeste.

Dono do melhor ataque da competição com 57 gols, o Atlético-GO abriu o placar com Rodrigo Tiuí logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após uma boa troca de passe, o atacante chutou sem chance para o goleiro Luiz Almeida.

O empate do Santa Helena veio aos 21 minutos. Após cobrança de escanteio, Gilson tirou a bola da área, mas Keninha aproveitou o rebote e chutou de primeira para o gol. No meio do caminho, Eder dominou e, livre na área, tocou no canto esquerdo de Márcio. A defesa do Atlético-GO parou pedindo impedimento, que não aconteceu.

Apesar de ser o melhor mandante do Campeonato Goiano com oito vitórias em dez jogos, o Santa Helena não conseguiu a virada. E partindo no desespero para o ataque ainda levou o segundo gol. Washington, de pênalti, deixou o Atlético-GO novamente em vantagem aos 23 minutos. Chute forte no canto esquerdo do goleiro Luiz Almeida, que caiu para o canto direito. O atacante, aliás, conquista o seu quarto título estadual seguido. Em 2007 foi campeão pernambucano pelo Sport, em 2008 comemorou o título paulista com o Palmeiras e no ano passado vibrou com o Vitória no campeonato baiano.

E no fim da partida, o Atlético-GO ainda marcou o terceiro. Após o cruzamento para a área, Agenor desviou de cabeça no canto direito do goleiro do Santa Helena: 3 a 1. Apesar da festa em campo, o Atlético-GO não vai ter muito tempo para comemorar o título. O time de Geninho se concentra para o segundo duelo contra o Palmeiras pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Na primeira partida, o clube paulista venceu por 1 a 0. O jogo de volta é nesta quarta-feira, às 19h30m, no estádio Serra Dourada, em Goiânia.


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Derrota de campeão: Grêmio perde em casa, mas conquista o Gauchão

Vitória por 1 a 0 do Colorado, com gol de Giuliano, é insuficiente para tirar o título do Tricolor, favorecido pela vantagem de dois gols no primeiro jogo
Doce derrota. Derrota de lamber os beiços. Insucesso de campeão. Pouco importa que o Grêmio tenha perdido o Gre-Nal deste domingo, no Olímpico, por 1 a 0. Gremista algum vai dar importância a um simples placar diante do fato mais definitivo, diante de uma certeza que ninguém vai conseguir apagar: o Tricolor, com humildade e futebol, bom de pé, cabeça e coração, é o grande campeão gaúcho de 2010.

O Tricolor fez valer o resultado do primeiro jogo, no domingo passado, a vitória por 2 a 0 no Beira-Rio. Em casa, diante da torcida, levou 1 a 0 do Inter, com gol de Giuliano. E foi campeão mesmo assim, quebrando um jejum que incomodava a torcida azul desde 2007. O Rio Grande do Sul pertence ao Grêmio pela 36ª vez. O Colorado segue na frente no histórico estadual, com 39 conquistas.

Lucas Aboudib/Agência Estado

Após a conquista tricolor, a festa azul com direito a um caixão colorado

O título solidifica o trabalho de Silas, que chegou a correr riscos de demissão Ao Inter, resta o consolo de ter vendido caro o resultado. Na quinta-feira, a equipe de Jorge Fossati tenta avançar às quartas de final da Libertadores. Precisa vencer o Banfield por 2 a 0 ou três gols de vantagem. O Grêmio, um dia antes, tenta confirmar presença nas semifinais da Copa do Brasil. Basta um empate contra o Fluminense no Olímpico.

Se corre, o bicho pega; se fica, o bicho come. O que o Inter mais queria era fazer um gol cedo, ainda no primeiro tempo, para deixar o Grêmio assustado, sem saber direito o que fazer da vida: ou atacar e correr o risco de levar mais um no contra-ataque, ou se defender e conviver com o perigo de ser pressionado. O Colorado avisou que pretendia meter pavor no rival. E conseguiu. Com nove minutos, pulou na frente.

O Inter foi a campo ainda mais modificado do que o previsto. Não bastassem as ausências de Sorondo, Guiñazu, D’Alessandro e Alecsandro, o técnico Jorge Fossati optou por colocar Bruno Silva na direita, com Nei no banco, e montar o time no 3-5-2, com Ronaldo Alves na zaga e Andrezinho na reserva. Apenas seis titulares absolutos foram a campo. E não é que deu certo?

Deu certo por alguns fatores. Primeiro, porque Giuliano jogou muito. Segundo, porque o setor ofensivo gremista não funcionou. Terceiro, porque o time de Silas não teve Mário Fernandes. E o guri é uma ausência das mais fortes. O quarteto defensivo azul teve três jogadores que ou têm deficiência técnica, ou ainda precisam ser testados: Edílson, Ozeia e Neuton. O Colorado soube aproveitar.

Era um jogo pegado, de correria, com divididas de sair faísca quando o Inter marcou seu gol. O lance nasceu em cruzamento da esquerda. Victor subiu mais alto e espalmou a bola para fora da área. Ela caiu nos pés de Giuliano. O meia dominou, mirou o canto esquerdo do goleiro gremista e mandou o chute. O ídolo tricolor foi batido pela promessa colorada. A bola entrou. Gol do Inter.

O Grêmio não fez um bom primeiro tempo. Não teve a aproximação, o tabelamento e a criatividade de outros jogos. Mesmo assim, ameaçou. E aí Pato Abbondanzieri abriu as asas para fechar o gol colorado. Ele fez cinco defesas na etapa inicial: uma em pancada de Edílson, duas em cabeceios de Rodrigo e Borges, outras duas em conclusões com os pés dos mesmos atletas.

O Inter ameaçou menos, mas assustou o adversário. Aos 21 minutos, Taison e Glaydson tabelaram pelo meio e acionaram Walter, que recuou para Giuliano. O meia, melhor figura do primeiro tempo, bateu colocado. A bola raspou o travessão de Victor. Em cruzamento para a área, os zagueiros tricolores se desentenderam, bateram boca, quase brigaram. Foi um sinal de que não reinava tranquilidade no setor.

Agência/VIPCOMM

Rodrigo sobe mais alto e leva a melhor na marcação sobre Taison

Grêmio melhora, controla o jogo e conquista o título

O Grêmio voltou diferente. E melhor. Com Hugo no lugar de Leandro, o Tricolor foi um time mais intenso na largada da etapa final. Silas permitiu que sua equipe fosse ao ataque, sem medo das respostas coloradas. A bola circulou pelo campo de defesa do Inter. E quase foi parar dentro do gol de Abbondanzieri.

Aos seis minutos, o Olímpico viveu a expectativa do gol que poderia confirmar o título para o Grêmio. Douglas lançou a bola em profundidade, às costas do zagueiro Ronaldo Alves. Borges recebeu e ficou frente a frente com o goleiro colorado. O chute cruzado, de canhota, encontrou a rede, mas por fora. Quase. Hugo, dez minutos depois, cabeceou livre. A bola tocou o chão e encobriu o gol. Não entrou por detalhes.

O Inter precisava cumprir tarefa dupla: controlar o ataque azul e ir à frente. Aos 14, após escanteio, Walter desviou de cabeça e Bolívar, na frente de Victor, não conseguiu alcançar. O Grêmio respondeu. Jonas, aos 21 minutos, obrigou Abbondanzieri a operar novo milagre. O chute foi de muito perto, de frente, daqueles moldados para entrar. E não entrou.

O resto foi espera, expectativa, unhas roídas. O tempo voou para os colorados. E andou a passos de tartaruga para os gremistas, O Inter ainda perdeu a cabeça e teve Taison expulso após dar uma pancada em Jonas. O time de Silas soube controlar o rival. Com a torcida enlouquecida, não teve jeito para o rival. O Grêmio é, com toda a justiça, o campeão gaúcho de 2010

Ficha técnica:

GRÊMIO 0 x 1 INTERNACIONAL
Victor, Edílson, Ozeia, Rodrigo e Neuton (Joilson); Adílson, Willian Magrão, Douglas (Fábio Rochemback) e Leandro (Hugo); Jonas e Borges.Abbondanzieri, Ronaldo Alves (Kleber Pereirai), Bolívar e Fabiano Eller; Bruno Silva (Nei), Glaydson, Sandro, Giuliano e Kleber; Taison e Walter (Thiago Humberto).
Técnico: Silas.Técnico: Jorge Fossati.
Gols: Giuliano, aos nove minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Ronaldo Alves, Nei (Inter); Edílson (Grêmio). Cartão vermelho: Taison (Inter).
Estádio: Olímpico. Data: 02/05/2010. Árbitro: Leandro Vuaden.Auxiliares: Paulo Ricardo Conceição e José Franco Filho.
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